Desmistificar o Autismo: Mitos e Realidades
- Cátia Soares
- 2 de out. de 2025
- 2 min de leitura

O autismo, ou Perturbação do Espectro do Autismo (PEA), é um tema cada vez mais discutido na sociedade. Apesar do aumento da informação disponível, ainda existem muitos mitos e ideias erradas que dificultam a compreensão e a inclusão das pessoas com autismo. Esclarecer estas questões é essencial para promover uma visão mais realista, empática e baseada na ciência.
Neste artigo, vamos desmistificar alguns dos conceitos mais comuns sobre o autismo, ajudando famílias, educadores e a comunidade em geral a compreender melhor esta condição.
1. Mito: “Todas as pessoas com autismo têm o mesmo comportamento”
Verdade: O autismo é um espectro, o que significa que existem muitas formas diferentes de manifestação. Cada pessoa com PEA tem características únicas, capacidades distintas e diferentes necessidades de apoio. Não existe um perfil único.
2. Mito: “Pessoas com autismo não têm emoções”
Verdade: Pessoas com autismo têm emoções, mas podem expressá-las de formas diferentes. A dificuldade está muitas vezes na comunicação ou na leitura de sinais sociais, não na ausência de sentimentos.
3. Mito: “Autismo é causado por falta de amor ou educação”
Verdade: O autismo é uma condição neurodesenvolvimental com origem em fatores genéticos e biológicos. Não é causado pela forma como os pais educam os filhos. Embora o ambiente seja importante para o desenvolvimento, não é a causa da PEA.
4. Mito: “As pessoas com autismo não querem socializar”
Verdade: Muitas pessoas com autismo desejam interagir, mas podem enfrentar dificuldades na comunicação ou na compreensão de códigos sociais. Com estratégias adequadas e apoio, a socialização é possível e pode ser muito gratificante.
5. Mito: “ABA (Análise Comportamental Aplicada) é uma técnica de controlo”
Verdade: A ABA é uma intervenção científica que visa ensinar habilidades adaptativas e promover a autonomia. É uma abordagem individualizada que respeita a pessoa e procura potenciar as suas capacidades, não controlá-la.
6. Mito: “Autismo pode ser curado”
Verdade: O autismo não é uma doença, mas uma condição que faz parte da identidade de uma pessoa. O objetivo das intervenções, como a ABA, é promover qualidade de vida, autonomia e inclusão, não eliminar o autismo.
7. Mito: “Crianças com autismo não podem levar uma vida independente”
Verdade: Com intervenção precoce, estratégias adequadas e apoio contínuo, muitas pessoas com autismo conseguem desenvolver autonomia e levar uma vida plena e significativa. O nível de independência varia de pessoa para pessoa.
Conclusão
Desmistificar conceitos erróneos sobre o autismo é essencial para promover inclusão e respeito. É importante lembrar que cada pessoa com PEA é única e que o apoio adequado, a compreensão e a aceitação fazem uma diferença enorme na sua qualidade de vida.
A ciência, como a ABA, tem um papel fundamental em fornecer ferramentas para que pessoas com autismo desenvolvam o seu potencial, ultrapassem barreiras e participem activamente na sociedade.





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